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A DIARY WITH MEMORIES THAT I DO NOT HAVE

photography / video art / performance / EMDR / psychodrama

Self Portrait – Luiza Prado

Piracaia – Luiza Prado

 

A Diary With Memories That I Do Not Have

 

 

Projeta – Luiza Prado

“Chimera to affirm the impossibility of transforming past experiences, because if I crave the sky, not having wings, I am only a reverie for those who look at me. But, even unable to fly with my fixed feet in which I am predestined arrested, this floor that roots me is no longer absolute looking to what I crave so hard. My eyes fixes itself to the worldly desire, changing all the perspective, creating hardness, so I become the most beautiful of all birds. This is the moment in which I discover that, the accusation is the comfort of the prisoner, because he points to what he doesn’t know and believes to fly is an illness.”

 

Raízes – Luiza Prado

Photography is taken in a dramatic representation, used as a central approach and exploration of the self-psyche, emotional linkages, mental disorders, traumas and depression, in the case of memories that occurred in a substantial past, for the construction of the present.

 

This same past is over, allowing changing lived situations, going to a new path to that experience through the photographic reprocessing. A derived and large in possibilities scene, which the protagonist becomes an auxiliary-ego, transforming its past in a perspective from another, distancing from the screenplay, desensitizing the situation through self-pictures frames that tells each step of the story, although allowing the manipulation in physical, digital and contextual of the denouement. The daily heart, ready to receive changes under remembrances not owned any longer. If there are ancestral beliefs, of situations and characteristics passed on, I believe that this lace was cut when the photography allowed me to materialize different ends of all the stories attributed to the story that was made of me. It’s not possible to go back to the past, but each moment was reprocessed, redefining signs and making a self-process from the substance.

 

Pós Estupro – Luiza Prado

“A Diary With Memories That I do Not Have” initiated in 2010. I started in photography with self-portraits and these symbolizes for me a catharsis sphere. In photography, began a unconsciously need to expose situations, trauma disorders, depression and phobias that I possessed and at the time did not know how to express them. It was also when I had contact and identification with the known “suicide photographers”, specifically Francesca Woodman and Diane Arbus. Much has been revealed through this process and then the self-portraits were used as the basis of psychological treatments, specifically with psychodrama techniques (Jacob Levy Moreno – 1925) and EMDR (Francine Shapiro – 1987).

Tronco – Luiza Prado

The photo was used as the basis for my difficulty to verbally explore my experiences. There was an identification of my photography with the roles of Development Theory, Inversion Protagonism and the Mirror Technique, which are techniques developed in Psychodrama and correspond to the phases of the self-portrait as a catalyst experience. In the self-portrait, my auxiliary egos were in charge of the stage and through this mirror, I applied the EMDR techniques (Desensitization and Reprocessing through Eye Movement). Since a trauma sequence was suffered, I possessed PTSD, therefore so much of what had happened was considered by myself as fictional. However, EMDR working both

 

Pés – Luiza Prado

hemispheres of the brain, reactivated processing experiments that had been forgotten or aggravated. The dialogue with the cerebral hemispheres with ocular stimulation and binaural sound, began the metabolization through photography. I seek for a possible rescue of the molecular memory through the picture. The result of this rescue are new memories occurred in a sequence of self-portraits, stimulated by sound and then reanalyzed in the case which includes these photo frames. Creating stories based on the pictures, you see as a viewer but adding to it a different ending which was actually experienced. This is the picture used as a desensitizer and reprocessor.

 

 

 

 

 

Cinema – Luiza Prado

 

 

Diário de Memórias Que Não Tenho

 

Profana – Luiza Prado

Poço – Luiza Prado

 

Cega – Luiza Prado

Quimera afirmar a impossibilidade de transformar experiências passadas, porque se almejo o céu sem possuir asas não passo de uma devaria por quem me nota, porém, mesmo impossibilitada de voar pelos pés fixos onde encontro-me predestinadamente presa, este chão que me enraiza já não é absoluto mirando o que tanto almejo, meu olhar se prende ao desejo mudando toda a perspectiva criando rijeza para que eu me torne o mais belo dos pássaros. Este é o momento em que descubro que acusar é o consolo do prisioneiro, pois ele aponta para o que não conhece e acredita que voar seja uma doença.”

 

Moldura – Luiza Prado

A fotografia é usada como representação dramática, em uma abordagem central explorando a auto-psique, suas ligações emocionais, transtornos mentais, traumas e depressão, no caso de memórias que ocorreram em um passado substancial, para a construção do presente. Este mesmo passado acabou, permitindo mudar situações vividas, indo a um novo caminho para essa experiência através do reprocessamento fotográfico.

Borboleta – Luiza Prado

Uma cena derivada e grande em possibilidades, na qual o protagonista se torna um ego auxiliar, transformando seu passado numa perspectiva de outro, distanciando-se do roteiro, dessensibilizando a situação através de quadros de imagens próprias que contam cada passo da história, embora permitindo manipulação em física, digital e contextual do desfecho. O coração diário, pronto para receber mudanças sob lembranças que não possui mais. Se existem crenças ancestrais, de situações e características passadas, acredito que essa renda foi cortada quando a fotografia me permitiu materializar diferentes extremos de todas as histórias atribuídas à história que foi feita de mim. Não é possível voltar ao passado, mas cada momento foi reprocessado, redefinindo os sinais e fazendo um autoprocesso a partir da substância.

Self Portrait – Luiza Prado

“Diário com Memórias que Eu Não Tenho”  foi iniciado em 2010. Comecei na fotografia com auto-retratos e isso simboliza para mim uma esfera de catarse. Na fotografia, começou inconscientemente a necessidade de expor situações,

distúrbios traumáticos, depressão e fobias que possuí e na época não sabia como expressá-las.

Foi também quando eu tive contato e identificação com os conhecidos “fotógrafos suicidas”, especificamente Francesca Woodman e Diane Arbus. Muito foi revelado através deste processo e, em seguida, os auto-retratos foram utilizados como base de tratamentos psicológicos, especificamente com técnicas de psicodrama (Jacob Levy Moreno – 1925) e EMDR (Francine Shapiro – 1987).

Sonho – Luiza Prado

A foto foi usada como base para a minha dificuldade de explorar verbalmente minhas experiências. Havia uma identificação da minha fotografia com os papéis da Teoria do Desenvolvimento, do Protagonismo da Inversão e da Técnica do Espelho, que são técnicas desenvolvidas no Psicodrama e correspondem às fases do auto-retrato como uma experiência de catalisador. No auto-retrato, meus egos auxiliares foram responsáveis ​​pelo palco e, através deste espelho, apliquei as técnicas EMDR (Desensibilização e Reprocessamento através do Movimento dos Olhos). Uma vez que uma sequência de trauma foi sofrida, eu possuía PTSD, portanto, tanto do que aconteceu foi considerado por mim como fictício. No entanto, EMDR trabalhando ambos os hemisférios do cérebro, reativou experiências de processamento que foram esquecidas ou agravadas. O diálogo com os hemisférios cerebrais com estimulação ocular e som binaural iniciou a metabolização através da fotografia. Procuro um possível resgate da memória molecular através da imagem.

O resultado desse resgate são novas memórias ocorridas em uma seqüência de auto-retratos, estimulada pelo som e depois reanalisada no caso que inclui esses quadros de fotos. Criando histórias com base nas imagens, você vê como um telespectador, mas adicionando a ele um final diferente que foi realmente experimentado. Esta é a imagem utilizada como desensibilizador e reprocessador.

 

Colombiana – Luiza Prado

 

Auto-consumo – Luiza Prado

 

 

Self Portrait Process

 

 

Processos de um auto retrato

 

 

 

 

Children's Drawing Analysis

 

Paternally my family was mostly mentally disabled, in short, suffering from schizophrenia. By stimulation of a second-degree uncle, Sávio (codenamed) who suffered of this disease, I started drawing everything that I felt and what was going on around me. Drawing was the first form of figurative expression of my trauma. Below, they address sexuality, abuse and domestic violence and were made at the age of 3 to 5 years old.

Paternalmente minha família era principal mentalmente incapacitada, em suma, sofria de esquizofrenia. Por estimulação de um tio de segundo grau, Sávio (codinome) que sofria desta doença, comecei a desenhar tudo o que eu sentia e o que estava acontecendo ao meu redor. O desenho foi a primeira forma de expressão figurativa do meu trauma. Abaixo, abordam a sexualidade, o abuso e a violência doméstica e foram feitos com a idade de 3 a 5 anos de idade.

 

Veneno Luiza Prado

Veneno - Photography

 

eng – My first self-portrait called “Veneno” – “Poison” english version – (2010, São Paulo, Brasil) was realized in honor of Sávio, my uncle. Sávio was always holding one apple which he cleaned exhaustively, but never ate. For him, the apple was your world, where he had complete control over. That was my first experience with the materialization of the imagery. The picture is called “Poison”, making analogy with the tale “Snow White”. The apple symbolizes his madness, which led to his death in a social context.

pt – Meu primeiro auto-retrato chamado “Veneno” – “Poison” versão em inglês – (2010, São Paulo, Brasil) foi realizado em homenagem a Sávio, meu tio. Sávio estava sempre segurando uma maçã que ele limpava exaustivamente, mas nunca comia. Para ele, a maçã era seu mundo, onde ele tinha controle total. Essa foi a minha primeira experiência com a materialização das imagens. A imagem é chamada de “Veneno”, fazendo analogia com o conto “Branca de Neve”. A maçã simboliza sua loucura, o que levou a sua morte em um contexto social.

 

 

 

 

Rape - Video


eng –
“Rape” is my process of talking about the violations, which the only possible dialogue was with images – there is no voice, symbolically.

pt – “Rape” é sobre o meu processo de falar sobre as violações, que o único diálogo possível foi com imagens – não há voz, simbolicamente.

Specifications

Author: Luiza Prado
Time: 05’33”