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TENRO

performance art
ENG

 

Tender

 

When I was a child, I buried my dolls. I believed that if everyone died, my dolls should die too. Like in the movies I created a script and followed it, someone had to die at the end of the story, even if it were just a child’s game. All the dolls were buried in a corner of a vegetable garden of an old house where we lived. It was not easy to bury those toys, because I knew that I would not have the buried toys again and, in fact, I never dug them up again. Nowadays, with the benefit of distance, I analyze this symbolic act as one of my first reprocesses. Each burial was like burying a part of my childhood and these burials were the consequences of each trauma that I began to be aware ofThe first two videos of this performance had the participation of my mother. I asked her to record them and the filming took place in a park where I played as a child, and it is located in the neighborhood where I was born.I sought “toy houses” in the park because, in this context, the house symbolizes a children’s training space, but training in a space already created with stories passed down from generation to generation. I asked my mother to film it, precisely because she was involved with some of my childhood traumas, and being a mother, she symbolized the archetype, the “great mother.”Another reason for her presence was the intention to deconstruct our emotional differences at a time when I was leaving the country.

In the act, first I bury a doll and then I dig her up, clean her and bring her with me.

During an entire self-acceptance process, I wanted to be apart from these problems and buried them, but with each of them a small part of me was gone. Reprocessing and desensitizing this moment linked to childhood was important to analyze the significance of each case and accept taking them with me for the rest of my life.

In my video, scales dance in the background as the wind blows, and my moved mother asks me what I feel as I do that, I reply that I do not know how to describe it, the only thing I can say is that even while limited to words to describe any act, my body is forever until the moment when it can be.

Fortunately, after this performance, my mother as she said farewell at the airport, put in my pocket a letter written by her, a girl swinging in a park illustrates the message that is connected to what she has seen and felt in this action.

The ultimate aim of this performance is to review this simple act of catharsis so that others can perform in scenarios that remind them of their childhood, burying and unburying toys and performing this scene, a release of abuse linked to childhood.

 

 

PT

 

Tenro

 

Quando criança eu enterrava minhas bonecas. Eu considerava que se todos morriam, minhas bonecas deveriam morrer também. Como no cinema, eu desenvolvia um roteiro e o seguia, alguém tinha que morrer no final da história, mesmo sendo ela uma brincadeira de criança.
Todas as bonecas foram enterradas no canto de uma horta de uma antiga casa que morávamos.

Não era fácil enterrar aqueles brinquedos pois eu sabia que os enterrando, não os teria mais e de fato, eu nunca os desenterrei.
Nos dias de hoje, distante da situação, eu analiso esse ato simbólico como um dos meus primeiros reprocessos. Cada enterro era como enterrar uma parte da minha infância e esses enterros eram consequências de cada trauma que eu começava a ter consciência.
Os dois primeiros vídeos dessa performance teve a participação da minha mãe. Pedi para que ela gravasse e a filmagem foi realizada em um parque que eu brincava quando criança, e que se se localiza no bairro em que nasci.
Busquei “casinhas de brinquedo” no parque porque nesse contexto a casa simboliza um estágio infantil de formação, porém uma formação em um espaço já criado com histórias passadas de geração. Pedi para que minha mãe filmasse, justamente por ela ela estar envolvida com alguns traumas da minha infância, e por ser mãe, simboliza o arquétipo, “a grande mãe”.
Outro motivo da sua presença foi a intenção de desconstrução das nossas diferenças emotivas em um momento em que eu estava saindo do país.
No ato primeiramente eu enterro uma boneca e seguidamente a desenterro, limpo e a levo comigo.
Durante todo um processo de auto­aceitação, eu quis estar distante desses problemas e os enterrei, porém, com cada um deles se foi um pouco de mim. Reprocessar e dessensibilizar esse momento ligado a infância foi importante para analisar a significância de cada caso e aceitar levá­los comigo para o resto da minha vida.
No meu vídeo, balanças dançam ao fundo conforme o vento bate, e minha mãe emocionada me pergunta o que eu sinto ao fazer aquilo, eu respondo que não sei descrever, a única coisa que posso dizer é que mesmo que limitada as palavras para descrever qualquer ato, o meu corpo é para sempre até o momento em que ele pode ser.
Felizmente, depois dessa performance minha mãe na despedida do aeroporto, colocou na minha bolsa uma carta escrita por ela, nela uma menina balançando em um parque ilustra a mensagem que tem ligação com o que ela presenciou e sentiu nessa ação.
O intuito final dessa performance é repassar esse simples ato de catarse para que outras pessoas realizem em cenários que lembrem sua infância, enterrando e dessenterrando brinquedos e fazendo dessa cena, uma libertação de abusos ligados a infância.

Date

July 13, 2015

Tags

Abuse Sexual, artsy, Brazilian Artist, contemporary art, EMDR, Estender, guaratingueta, Infancia, Infancy, latin america art, los angeles art, Luiza Prado, Performance, Psicologia, psychology, Rape, Reprocessamento, To Curate Yourself, Violação Sexual, Violência Doméstica

Categories

Performance